Banco Central divulga o Relatório Integrado (RIG) de 2025

09/04/2026

O Banco Central divulgou o Relatório Integrado de Gestão (RIG) 2025, documento anual de prestação de contas que consolida as principais entregas, resultados e desafios institucionais do exercício, além de compor a prestação formal de contas ao Tribunal de Contas da União.

O relatório também assinala o encerramento do ciclo estratégico 2020–2025, no qual 78% das ações vinculadas aos Objetivos Estratégicos foram concluídas, correspondendo a 91 das 117 iniciativas previstas, enquanto 26 foram prorrogadas para o período de 2026 a 2028.

No campo macroeconômico e de formulação de políticas públicas, destacou-se o lançamento oficial da Pesquisa Firmus, de periodicidade trimestral, destinada a captar a percepção e as expectativas de empresas não financeiras sobre variáveis como inflação, PIB e câmbio, ampliando a base informacional para a condução da política monetária.

Na agenda regulatória e prudencial, o BC adotou medidas estruturantes para fortalecimento da segurança cibernética no Sistema Financeiro Nacional e no Sistema de Pagamentos Brasileiro, incluindo exigências de rejeição de transações com indícios de fraude, regras para encerramento de contas-bolsão, regulamentação do Banking as a Service (BaaS) e reforço de requisitos técnicos de segurança, como gestão de certificados digitais, testes de intrusão, controles de acesso e proteção de rede.

No âmbito do Pix, foram implementadas medidas adicionais de prevenção a fraudes, bem como lançadas as funcionalidades Pix por aproximação e Pix Automático. O sistema manteve forte expansão, alcançando, em dezembro de 2025, 7,934 bilhões de transações, crescimento de 24% em relação ao mesmo mês de 2024, com 172 milhões de usuários, 22,2 milhões de empresas e 920 milhões de chaves registradas.

Em relação à inclusão financeira e ao desenvolvimento do mercado, o BC instituiu novo modelo regulatório para expansão do crédito imobiliário, registrou crescimento de 20,6% no sistema de consórcios, que movimentou R$ 121,8 bilhões, ampliou a presença das cooperativas de crédito em municípios menos atendidos pelo sistema bancário e avançou na regulamentação de ativos virtuais e na consulta pública sobre pagamentos e transferências internacionais (eFX), com foco em segurança e transparência. Também foi lançado o serviço BC PROTEGE+, mecanismo gratuito destinado a impedir a abertura indevida de contas em nome de pessoas físicas e jurídicas.

Na frente de educação financeira, o Programa Aprender Valor registrou 20,2 mil formações concluídas, 161,6 mil alunos avaliados e presença em mais de 27,6 mil escolas, alcançando 67% dos municípios brasileiros. Houve ainda modernização da plataforma, ampliação do público atendido e elaboração da nova Matriz de Competências de Letramento Financeiro, que subsidiará a expansão do programa ao ensino médio em 2026. No campo da supervisão, o BC realizou a primeira inspeção da Política de Educação Financeira em seis conglomerados financeiros, abrangendo um universo de 625 milhões de clientes.

Na agenda socioambiental, o Banco Central abriu consulta pública para aperfeiçoamento do Relatório de Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e Climáticos (GRSAC) e participou da elaboração da Taxonomia Sustentável Brasileira, instrumento voltado à classificação de atividades, ativos e projetos alinhados a objetivos sociais, ambientais e climáticos, com reconhecimento internacional no âmbito do financiamento sustentável.

Por fim, no plano institucional, o BC aprovou a Política de Diversidade, Equidade e Inclusão, reforçando diretrizes de integridade pública, respeito à dignidade da pessoa humana, prevenção à discriminação e promoção da diversidade e do pluralismo.

Fonte: https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/21076/noticia