Transição da Reforma Tributária e necessidade de preparação técnica e reestruturação estratégica

12/02/2026

A Reforma Tributária inaugura uma mudança estrutural na tributação do consumo no Brasil, com a criação do IBS e da CBS e a implementação de um período de transição que exigirá planejamento rigoroso e reorganização interna das empresas. Trata-se de uma transformação que ultrapassa a simples substituição de tributos e alcança a lógica econômica e operacional dos negócios.

Os reflexos do novo modelo tendem a impactar formação de preços, margens de lucro, contratos, políticas comerciais, sistemas de gestão, cadastros fiscais e práticas de governança tributária. A preparação antecipada deixa de ser opcional e passa a constituir medida essencial para mitigar riscos e assegurar sustentabilidade financeira.

A complexidade do novo regime demanda maior integração entre empresas, advogados e contadores. A atuação desses profissionais assume caráter estratégico, com necessidade de alinhamento quanto aos efeitos do IBS e da CBS sobre creditamento, precificação e fluxo de caixa, além da revisão de rotinas de envio documental, qualidade cadastral e critérios de validação das operações. Inconsistências informacionais podem resultar em perda de créditos e falhas de conformidade.

O fortalecimento do conhecimento técnico interno também se mostra indispensável. A Reforma altera conceitos fundamentais relativos à incidência, base de cálculo e sistemática de créditos, exigindo capacitação integrada das áreas fiscal, jurídica, contábil, financeira, comercial e tecnológica. Esse preparo reduz riscos interpretativos e favorece decisões estratégicas mais consistentes durante a transição.

Considerando a diversidade dos modelos empresariais, análises padronizadas tendem a ser insuficientes. Modelagens econômico-tributárias individualizadas permitem projetar a carga tributária ao longo da transição, simular impactos sobre margens e fluxo de caixa e avaliar cenários alternativos, oferecendo base técnica para ajustes tempestivos.

A implementação das mudanças exigirá atuação coordenada, incluindo revisão contratual, reavaliação de políticas comerciais, adequação de sistemas de faturamento e ERP, parametrização correta do IBS e da CBS e reforço da governança tributária, com criação de controles internos e atualização das rotinas de compliance.

A Reforma Tributária representa uma reconfiguração estrutural do sistema de tributação do consumo. Empresas que investirem desde já em diagnóstico técnico, capacitação e adaptação operacional estarão mais bem posicionadas para enfrentar o período de transição com segurança, previsibilidade e maior eficiência econômica.

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Fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/75005/reforma-tributaria-guia-para-adaptacao-empresarial-e-planejamento/